Portabilidade no SaaS é limitada

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O líder da área de cloud computing da Accenture, Andrew Greenway, considera  inevitável haver algum aprisionamento dos clientes de serviços de software, pelos fornecedores. A razão principal é a falta de normas capazes de garantir a migração fácil ou portabilidade dos dados, entre as aplicações.

Por isso, também a mudança de fornecedor de aplicação não será mais facilitada do que no modelo tradicional, de acordo com o responsável. “Para já, os clientes terão de viver com isso”, disse em declarações ao Computerworld, no evento CIO Agenda, sobre Cloud Computing,  organizado pela Accenture e IDC.

Nesse contexto, as empresas precisam assegurar, nos acordos de níveis de serviço ou Service Level Agreement (SLA) com os fornecedores, que podem reaver os dados, sem atritos, quando o entenderem, avisa o analista. É sobretudo na gestão da utilização das várias plataformas disponíveis que se apoia a estratégia da Accenture, no mercado de cloud computing.

Na visão da consultora, a arquitetura para a implementação de um modelo de utilização de cloud computing, deve considerar os serviços de cloud computing, a estrutura de TI tradicional, a cloud privada, e a cloud pública. Entre esses dois níveis, estará uma matriz de orquestração automática. Esta será responsável por, automaticamente, encaminhar as informações e os dados para os devidos repositórios, definidos por políticas da matriz – ligadas a gestão de risco, e valor crítico dos dados.

“Percebendo-se o valor crítico dos dados para o negócio, conseguimos determinar onde colocá-los, e resolver algum problema que o impeça”, explica Greenway.
A Accenture pretende fornecer competências na definição dessa camada, com serviços de consultoria, de implantação de tecnologias, de definição e de estratégias de preparação para a adoção do modelo de cloud computing.

Forte investimento de fornecedores
Atualmente, segundo Andrew Greenway, há três fatores importantes a influenciarem a adoção do modelo de cloud computing. O primeiro são os enormes investimentos realizados por empresas como a Google, a Microsoft ou a Amazon, em infraestrutura. “20% dos servidores vendidos em 2010 foram comprados pela Google”, refere o analista. “Porque uma empresa vai comprar servidores se os fornecedores de serviços de cloud  já os estão comprando?”, pergunta o responsável da Accenture.

Além disso, já estão disponíveis “produtos e serviços capazes de garantir 95% das funcionalidades”, existentes nas versões para o modelo tradicional de TI. O terceiro tem a ver com a pressão cada vez maior exercida pelos profissionais recém-chegados ao mercado de trabalho, habituados às facilidades de cloud computing, já usufruídas no dia a dia pessoal.

Como principais barreiras, o responsável assinala a falta de portabilidade de tecnologia para tecnologia, receios de perda de flexibilidade, o medo de falhar com o compromisso de conformidade,  e problemas de segurança.

Segmento do setor público deve encolher
O mercado do setor público de TI deverá encolher, com a adoção de cloud computing e a centralização de recursos inerente. Ao mesmo tempo, haverá uma nova vaga de consolidação de fabricantes, nas previsões de Greenway. Por outro lado, os governos estão reconhecendo a necessidade de alterar a legislação para facilitar a adoção dos serviços de cloud computing.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/01/31/portabilidade-no-saas-e-limitada/

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