Cisco aprimora modelo operacional

A estrutura de gestão dos conselhos da Cisco foi instituída em 2007 para tornar o processo de decisão com menos silos e mais horizontal, com o objetivo de melhorar a coordenação da empresa e eficiência no desenvolvimento de produtos.

Ultimamente, porém, essa estrutura esteve sob fogo cerrado – mais recentemente, por falta de foco, velocidade e capacidade de execução – após trimestres seguidos em que o crescimento da Cisco diminuiu. As receitas e os lucros caíram tanto nos mercados tradicionais da empresa como nos novos mercados.

O CEO da Cisco, John Chambers, assumia que iria haver mudanças num memorando aos empregados enviado no mês passado, e os analistas têm reivindicado que a Cisco simplifique ou abandone mesmo a estrutura do conselho. A decisão desta semana é uma resposta nesse sentido.

“A estrutura de ampla base do conselho fez sentido no papel mas parece ter retardado o processo de tomada de decisão, tanto mais que a responsabilidade [accountability] foi menos clara”, afirmou Brian White, da Ticonderoga Securities, num relatório sobre a reorganização da Cisco.

A Cisco informou que vai racionalizar as suas vendas, serviços e organizações de engenharia, enquanto foca em cinco áreas para o crescimento: routing, switching e serviços; colaboração; virtualização de centros de dados e cloud; vídeo; e arquiteturas de processos de negócios. A Cisco diz que as mudanças refletem o plano para melhorar as interações com clientes, parceiros e funcionários, simplificar o seu modelo operacional e melhorar o foco nessas cinco áreas prioritárias.

“A Cisco impulsionou a mudança transformacional antes, e estamos novamente em transição para o próximo estado de evolução da empresa”, disse Chambers em comunicado. “Hoje, o mercado desloca-se para a simplificação e é por isso que a rede importa. Está na hora de simplificar a forma como executamos a nossa estratégia, e o anúncio de hoje é um passo fundamental em frente”.

A maioria das mudanças vai ocorrer nos próximos 120 dias, com uma nova organização de vendas até 31 de Julho, o início do ano fiscal de 2012 da Cisco. Na estrutura de gestão do conselho, a Cisco vai diminuí-los de nove para três para garantir consistência e foco entre áreas de negócio, e rapidez no “time-to-market”. A Cisco também encolhe as suas principais áreas de negócio, de quatro para três: Empresa, Fornecedor de Serviços e Países Emergentes (contra a anterior Empresa), Fornecedor de Serviços, Comercial e Consumidor.

A Cisco cortou nas suas operações Consumidor no mês passado, encerrando o negócio da videocam Flip, realinhando as operações e despedindo 550 pessoas. Mas a empresa não está a abandonar os mercados consumidor ou comercial – conhecidos por pequena empresa -, assegurou um porta-voz da empresa. Em vez disso, a Cisco está simplificando a forma como opera, colocando mais responsabilidades em menos líderes, disse o porta-voz.

As alterações nas vendas incluem a reorganização da Worldwide Field Operations (WFO) da Cisco em três regiões geográficas: Américas (EUA, Canadá e América Latina), Europa, Médio Oriente e África (EMEA), e Ásia Pacífico/Japão/China. Cada região terá equipes dedicadas para clientes empresariais, incluindo grandes empresas, setor público, comerciais e pequenas empresas, prestadores de serviços e parceiros de canal da Cisco. As WFO continuam a ser lideradas pelo vice-presidente executivo Rob Lloyd.

Na engenharia, os vice-presidentes seniores Pankaj Patel e Padmasree Warrior vão liderar a organização. Dentro da engenharia, um dedicado Emerging Business Group, liderado pelo vice-presidente senior Marthin De Beer, olhará para os negócios numa fase ainda precoce e sobre a integração da arquitetura de vídeo da Cisco Medianet em toda a empresa.

A organização de engenharia sob Patel e Warrior continuará a reportar ao COO Gary Moore. Este também encabeça os Cisco Services, que serão organizados em torno de segmentos de clientes e um melhor alinhamento com as Field Operations.

White, da Ticonderoga, confia nas mudanças globais. “Acreditamos que com as mudanças será mais fácil para os clientes trabalharem com a Cisco, aumenta o foco da empresa nos seus principais negócios, aumenta a responsabilização no âmbito da organização e reduz a burocracia”, afirmou White. “Na nossa opinião, isso representa mais um passo na direcção certa para a Cisco”.

A Ticonderoga acredita que a Cisco também vai abandonar as suas metas de crescimento anual entre 12% e 17% para outras mais conservadoras.

Fonte: http://computerworld.uol.com.br/gestao/2011/05/06/cisco-aprimora-modelo-operacional/

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