Os perigos e benefícios sociais do Facebook

 

Adolescentes que usam Facebook apresentam tendências narcisistas e são mais propensos a ansiedade, depressão e outras desordens psicológicas. Por outro lado, aprendem a desenvolver habilidades sociais até mesmo na vida real.

Estas foram algumas das conclusões de uma série de estudos realizados pelo Dr. Larry D. Rosen, professor de Psicologia da Universidade Estadual da Califórnia Dominguez Hills, nos Estados Unidos. Desde 1984 estudando a relação das pessoas com computadores, o Dr.Rosen focou seu trabalho na internet e, há seis anos, nas redes sociais.

Em uma palestra dada na semana passada na 119ª Convenção Anual da Sociedade Americana de Psicologia, o Dr. Rosen chamou a atenção da imprensa mundial ao mostrar problemas e também alguns benefícios causados pelo uso das redes sociais. “O Facebook alterou as interações sociais, especialmente entre pessoas jovens. Agora, vemos os efeitos psicológicos  positivos e negativos..”, diz.

À pedido de Info Online, o Dr. Rosen comentou cada uma de suas conclusões. Veja a seguir.

“Adolescentes que usam Facebook apresentam, com maior frequência, tendências narcisistas, enquanto jovens adultos com grande presença no Facebook mostram mais sinais de outros problemas psicológicos, incluindo comportamento antissocial, manias e tendências agressivas”

Dr.Rosen: Essa conclusão não indica que o Facebook deixa as pessoas mais narcisistas. Pode indicar que as pessoas mais narcisistas usam mais o Facebook, ou que a rede social ressalta essa característica nas pessoas.  O que estamos mostrando é a maneira como a rede faz as pessoas parecerem. Essa conclusão foi retirada de uma pesquisa que fizemos com 777 jovens e adolescentes, na qual perguntamos sobre todas as mídias que eles usavam – TV, música, videogame, SMS, quais os tipos de atividade que faziam no Facebook, etc, etc..

“O uso corrente, diário, de mídias digitais e tecnologias possui um efeito negativo na saúde das crianças, pré-adolescentes e adolescentes, os tornando mais propensos a ansiedade, depressão e outras desordens psicológicas e também mais suscetíveis a futuros problemas de saúde”

Dr. Rosen – Estes resultados vieram de um estudo anterior, feito com outro propósito. Sabemos que crianças que comem junk food, que não se exercitam ou que têm pais obesos, por exemplo, tendem a ser menos saudáveis. Mesmo sem uma avaliação médica, a partir de respostas sobre seu comportamento, podemos prever que elas terão maior ou menor chance de ter problemas de saúde. Bem, o objetivo era avaliar a mesma coisa em relação ao uso das mídias e tecnologias. Existe algo na tecnologia que as crianças usam e que diga se elas têm pior saúde? A resposta é sim. Vimos que, de forma geral, quanto mais tempo uma criança ou adolescente passa usando qualquer mídia (TV, musica, internet, SMS, telefone), menos saudável ele é. Mas a principal conclusão é que, quanto mais novas as crianças, menos tempo expostas à tecnologia elas devem ter.

“O Facebook é uma distração com impacto negativo no aprendizado. Estudos mostram que alunos que checam o Facebook pelo menos uma vez a cada 15 minutos durante seus estudos têm notas menores”

Dr. Rosen– Criamos uma geração de crianças que está acostumada a ter um telefone, a ter sempre um barulho, e que nunca consegue se concentrar. Uma das coisas que notamos é que a abordagem de proibir o acesso ao Facebook durante o estudo em casa, por exemplo, não funciona. Ela gera ansiedade já que os jovens não conseguem ficar muito tempo sem ele. Já se você estabelece períodos de estudo seguidos por pausas para ver o Facebook, e-mail, etc, os jovens tendem a se dar melhor – eles sabem que, em breve, poderão checar seu status.

“Jovens adultos que passam mais tempo no Facebook são melhores em mostrar ‘empatia virtual’ aos seus amigos online/ Redes sociais podem ajudar jovens adolescentes introvertidos a aprenderem como socializar”

Dr. Rosen– O mais legal é que esse efeito de empatia e de socialização passa para a vida real também. Jovens aprendem a dizer coisas no Facebook que não diriam pessoalmente, como se  a rede social fosse um treino para a vida. Você pode praticar e melhorar. Essas conclusões vêm de um estudo com 1283 pessoas – adolescentes, jovens adultos e adultos.

Fonte:http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/os-perigos-e-beneficios-sociais-do-facebook-09082011-25.shl

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