Novo material criará melhores memórias

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A quantidade de dados que pode ser guardada em equipamentos de armazenamento magnético, como discos rígidos, tem crescido a uma taxa de cerca de 60% ao ano. Essa taxa tende a declinar, à medida em que se atingem os limites dos materiais e processos utilizados.

Mas um novo material, descrito num artigo do jornal Applied Physics Letters, poderá incrementar a capacidade de armazenamento desses dispositivos por um fator de 10 ou mais.

O armazenamento magnético baseia-se na sensibilização magnética de uma fina camada de material. A sensibilização seqüencial de pontos em direções opostas representam os bits com os quais o computador lida.

O material mais comumente utilizado para a construção dessa fina camada é o óxido de cromo. Mas os equipamentos topo de linha utilizam materiais à base de cobalto. Durante o processo de escrita, um eletroímã é utilizado para orientar o campo magnético das partículas do material do disco. Um disco “último-tipo” pode guardar até 10 bilhões de bits por polegada quadrada. O processo de se aumentar a capacidade dos discos tem se baseado no aumento dessa capacidade ou, por outro lado, na diminuição da área necessária para se guardar uma unidade de dados ( 1 bit ). Isso esbarra em vários problemas, o principal deles sendo o risco de se apagar um dado anteriormente gravado quando se tentar gravar o próximo, devido à proximidade das partículas magnéticas. A capacidade de um elemento em resistir à reorientação de suas partículas é chamada de coercividade. Quanto maior a coercividade do material, mais estáveis e seguras serão as memórias com ele produzidas.

O pesquisador Mingjun Yu, da Universidade de Nebraska (EUA), relatou o desenvolvimento de um material com uma coercividade muito alta: o material consiste de uma liga de cobalto e platina com partículas entre 8 e 20 nanômetros (milionésimos de milímetro) inseridos num substrato de carbono puro. O material já era conhecido, assim como essas suas propriedades. A novidade foi o isolamento das partículas individuais do material, o que diminui a influência entre cada uma delas. O trabalho consistiu em envolver cada uma das partículas com carbono. O resultado foi um compósito cujos grãos são estáveis e independentes o suficiente para permitir a construção de memórias que, prevê-se, podem chegar a conter até 100 gigabits por polegada quadrada, cerca de 10 vezes o que se consegue atualmente.

Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=040150010907

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