A publicidade deve começar offline

 

Embora as mídias online estejam em voga, o planejamento publicitário não deve ser focado inicialmente somente neste segmento.Essa é uma das conclusões do debate “Um choque de criatividade”, realizado hoje durante o @InfoTrends e que contou com a participação de Erh Ray, presidente da agência BorghiErh/Lowe, Luiz Sanches, diretor de criação da agência Almap/BBDO e Suzana Apelbaum, diretora executiva de criação da agência StrawberryFrog, que foram mediados por Thais Chede, diretora-geral de publicidade da Editora Abril.

Para os criativos, como são chamados os desenvolvedores das ideias publicitárias, a propaganda hoje não deve começar somente pelo ponto de vista do produto, mas sim em observações do que ocorre atualmente na sociedade, para assim determinar como a marca poderá se aproveitar disso.

“A BlackBerry, por exemplo, tem o desafio de traçar metas de como se conectar com pequenos negócios”, afirma Suzana. Para a ela para cada cliente é determinada uma espécie de movimento, com a criação de uma causa que aquela marca irá defender. A partir disso é que então será determinada a criação e as mídias para onde o projeto será levado.

Para Erh Ray tudo deve nascer do offline, com um papel em branco para se desenvolver uma ideia.“É como um Buffet de churrascaria, tem de tudo ali junto. Mas é preciso mesmo ver a necessidade do cliente, se ele precisa mesmo dessas mídias. Não pode se render ao modismo. Por exemplo, o Second Life, todo mundo entrou, mas e hoje? Quase ninguém mais usa. Acho bárbaro utilizar novas mídias, mas não podemos nos tornar vítimas de todos os canais”.

Para os criativos o briefing, que seria uma visão geral do projeto, é essencial. Devem ser analisadas situações de como as ideias podem ser utilizadas dentro da demanda necessária.

Para eles, as mídias atuais podem confundir o processo criativo, pois as empresas acabam se agarrando ao negócio mais novo, em tecnologias mais recentes.

“Publicitários são contadores de história. Cabe a nós ver o que potencializa essa história. A campanha do Darth Vader para o Passat, por exemplo, é um vídeo de 30 segundos que explodiu, porque era uma história bem contada para a web”, afirma Luiz Sanches.

As empresas querem entrar nesse canal online porque o consideram mais moderno, mas os publicitários ponderam se isso é realmente necessário para a marca.

“Precisa estar nesse novo canal online sim, mas é preciso pensar ‘seu público está lá?’ É preciso controlar essa euforia também para definir o caminho correto. A boa história explode em qualquer mídia. Por exemplo, a propaganda do Byafra saiu na TV e não na rede, teve um caminho inverso, mas ficou muito conhecido”, completa Luiz.

Porém, é consenso entre todos eles de que as mídias sociais hoje, mesmo não recebendo diretamente uma publicidade específica, são determinantes para o potencial viral de uma marca e deve ser olhado com cuidado por todos, pois é ali que a empresa terá seus produtos e serviços divulgados com mais intensidade. Para criar uma relação de longo prazo com os clientes, que hoje querem participar mais e interagir com as empresas, é fundamental o uso do Social Media.

“Era difícil chamar a atenção para o carro Smart nos Estados Unidos, e vimos uma ideia latente no mercado para se aproveitar disso. Criamos um movimento contra o impulso de compras chamado “dumb friday”, uma alusão ao Black Friday, para conscientizar sobre o consumo desmedido e ligamos o Smart a essa causa contra o desperdício, por ser um carro sustentável. Foi tudo via Facebook e houve um ótimo retorno”, ponderou Suzana.

Os criativos também citaram o mercado mobile como uma experiência sensorial completamente diferente, pois permite mais interação e mobilidade. Para eles os aplicativos mostram o sucesso desse novo nicho. “O iPad facilita, mas ter a experiência da parte física também é essencial. Você se cansa em ler no tablet por muito tempo”, aponta Erh. “Mas reafirmo, a utilidade e a história é o que no fim fará o sucesso daquele case”, completa Luiz.

Questionados se então é difícil emplacar uma campanha por muito tempo no Brasil, Erh pondera que hoje se lança algo bacana e logo em seguida alguém vai tentar derrubar isso e tomar o lugar.

“Hoje está mais difícil mesmo perpetuar uma campanha por tanto tempo, mas veja o caso dos bichinhos da Parmalat. Foi uma campanha multiplataforma, teve engajamento social, teve viral, 17 milhões de pelúcias foram vendidas, havia quem colecionasse as capas de revistas da Abril com os bichinhos. Enfim, foi um tremendo sucesso. Não sei se hoje ela teria todo esse sucesso, mas o case aconteceu em todos os canais”, finalizou Erh.

 

Fonte:https://abilitytec.wordpress.com/wp-admin/post-new.php

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